DETECÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO – NBR 17240

TPCI RT 14 Brigada de incêndio

SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO
Corpo de Bombeiros
INSTRUÇÃO TÉCNICA Nº. 19/2019
Sistema de detecção e alarme de incêndio
SUMÁRIO
1 Objetivos
2 Aplicação
3 Referências normativas
4 Definições
5 Procedimentos
6 Comissionamento
7 Manutenção
Anexos
A Relatório de Comissionamento e Inspeção Periódica do
Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio
B Relatório de comissionamento/inspeção do sistema de
detecção e alarme de incêndio – Wireless
C OBJETIVOS
1.1 Estabelecer os requisitos mínimos necessários para o
dimensionamento dos sistemas de detecção e alarme de
incêndio, destinado a alertar as pessoas sobre a existência de
um incêndio em determinada área da edificação, desta forma,
possibilitando o seu combate logo que descoberto, bem como, propiciando o abandono da edificação sem que os ocupantes sofram qualquer dano.
2 APLICAÇÃO
2.1 Esta Instrução Técnica (IT) aplica-se a todas as edificações ou áreas de riscos onde se exigem os sistemas de detecção e alarme de incêndio, conforme o Regulamento de
Segurança contra Incêndio das edificações e áreas de risco
do Estado de São Paulo.
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS
(ABNT). NBR 11836 – Detectores automáticos de fumaça
para proteção contra incêndio. Rio de Janeiro: ABNT;
_______.NBR ISO 7240-1 – Sistemas de detecção e alarme
de incêndio Parte 1: Generalidades e definições. Rio de Janeiro: ABNT;
_______.NBR ISO 7240-2 – Sistemas de detecção e alarme
de incêndio Parte 2: Equipamentos de controle e de indicação. Rio de Janeiro: ABNT;
_______.NBR ISO 7240-3 – Sistemas de detecção e alarme
de incêndio Parte 3: Dispositivo de alarme sonoro. Rio de
Janeiro: ABNT;
_______.NBR ISO 7240-4 – Sistemas de detecção e alarme
de incêndio Parte 4: Fontes de alimentação. Rio de Janeiro:
ABNT;
_______.NBR ISO 7240-5 – Sistemas de detecção e alarme
de incêndio Parte 5: Detectores pontuais de temperatura. Rio
de Janeiro: ABNT;
_______.NBR ISO 7240-7 – Sistemas de detecção e alarme
de incêndio Parte 7: Detectores pontuais de fumaça utilizando
dispersão de luz ou ionização. Rio de Janeiro: ABNT;
_______.NBR ISO/TS 7240-9 – Sistemas de detecção e
alarme de incêndio Parte 9: Ensaios de fogo para detectores
de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT;
_______.NBR ISO 7240-11 – Sistemas de detecção e alarme
de incêndio Parte 11: Acionadores manuais. Rio de Janeiro:
ABNT;
_______.NBR ISO 7240-13 – Sistemas de detecção e alarme
de incêndio Parte 13: Avaliação de compatibilidade dos componentes do sistema. Rio de Janeiro: ABNT;
_______.NBR ISO 7240-20 – Sistemas de detecção e alarme
de incêndio Parte 20: Detectores de fumaça por aspiração.
Rio de Janeiro: ABNT;
_______.NBR ISO 7240-23 – Sistemas de detecção e alarme
de incêndio Parte 23: Dispositivos de alarme visual. Rio de
Janeiro: ABNT;
_______.NBR ISO 7240-25 – Sistemas de detecção e alarme
de incêndio Parte 25: Componentes utilizando meios de
transmissão por rádio. Rio de Janeiro: ABNT;
_______.NBR 10898 – Sistema de iluminação de emergência. Rio de Janeiro: ABNT;
_______.NBR 17240 – Sistemas de detecção e alarme de
incêndio – projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de incêndio – Requisitos.
NFPA 72 – National Fire Alarm Code.
4 DEFINIÇÕES
4.1 Para os efeitos desta Instrução Técnica são adotadas as
definições da NBR 17240 e da IT 03 – Terminologia de segurança contra incêndio.
5 PROCEDIMENTOS
5.1 O projeto de sistemas de detecção e alarme de incêndio
deve conter todos os elementos necessários ao seu funcionamento, de forma a garantir a detecção de um princípio de
incêndio, no menor tempo possível, nos termos da NBR
17240, e ainda, prever os elementos necessários ao seu
completo entendimento, onde os procedimentos para elaboração do Projeto Técnico devem atender a IT 01 – Procedimentos administrativos.
5.2 Os detalhes para execução gráfica do Projeto Técnico
devem atender aos procedimentos exigidos pelo Corpo de
Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo
(CBPMESP), conforme IT 04 – Símbolos gráficos para projeto
de segurança contra incêndio.
5.3 Todo sistema deve ter duas fontes de alimentação. A
principal é a rede do sistema elétrico da edificação, e a auxiliar é constituída por baterias, nobreak ou gerador. Quando a
fonte de alimentação auxiliar for constituída por bateria de
acumuladores ou nobreak, esta deve ter autonomia mínima
de 24 horas em regime de supervisão, sendo que no regime
de alarme deve ser de, no mínimo, 15 minutos para suprimento das indicações sonoras e/ou visuais ou o tempo necessário
para o abandono da edificação. Quando a alimentação auxiliar for por gerador, também deve ter os mesmos parâmetros
de autonomia mínima.
5.4 As centrais de detecção e alarme devem ter dispositivo
de teste dos indicadores luminosos e dos sinalizadores acústicos.
5.5 A central de detecção e alarme e o painel repetidor devem ficar em local onde haja constante vigilância humana e
de fácil visualização.
5.6 A central deve acionar o alarme geral da edificação, devendo ser audível em toda edificação.
5.6.1 Em locais de grande concentração de pessoas, o alarme geral pode ser substituído por um sinal sonoro (préalarme) apenas na sala de segurança, junto à central, para
evitar tumulto, com o intuito de acionar primeiramente a brigada de incêndio para verificação do sinal de pré-alarme. No
entanto, para esse caso, a central deve possuir um temporizador para o acionamento posterior do alarme geral, com
tempo de retardo de, no máximo, 2 minutos, caso não sejam
tomadas as ações necessárias para verificar o pré-alarme da
central. Nesses tipos de locais, pode-se ainda optar por uma
mensagem eletrônica automática de orientação de abandono,
como pré-alarme; sendo que só será aceita essa comunicação, desde que exista brigada de incêndio na edificação.
Mesmo com o pré-alarme na central de segurança, o alarme
geral é obrigatório para toda a edificação.
5.7 A distância máxima a ser percorrida por uma pessoa, em
qualquer ponto da área protegida até o acionador manual
mais próximo, não deve ser superior a 30 metros.
5.8 Os acionadores manuais devem ser instalados a uma
altura de 0,90 m a 1,35 m do piso acabado até a base inferior
do componente, podendo ser embutido ou sobreposto à parede, preferencialmente localizados junto aos hidrantes.
5.9 Nos edifícios com mais de um pavimento, deve ser previsto pelo menos um acionador manual em cada pavimento.
Os mezaninos estarão dispensados desta exigência, caso o
acionador manual do piso principal dê cobertura para a área
do mezanino, conforme item 5.7.
5.10 Nas edificações anteriores a 20 de março de 1983, o
posicionamento dos acionadores manuais deverá ser junto
aos hidrantes; neste caso, exclui-se a exigência do item 5.7
desta Instrução Técnica.
5.11 Onde houver sistema de detecção instalado será obrigatória a instalação de acionadores manuais.
5.12 Nos locais onde não seja possível ouvir o alarme geral
devido a sua atividade sonora intensa, assim como com nível
sonoro acima de 105 dBA ou onde as pessoas trabalham com
protetores auriculares será obrigatória a instalação de avisadores visuais e sonoros, os quais devem ser instalados a uma
altura do piso acabado de 2,2 m a 3,5 m, de forma embutida
ou sobreposta, preferencialmente na parede.
5.13 Nos locais de reunião de público, tais como: casa de
show, música, espetáculo, dança, discoteca, danceteria, salões de baile etc.; onde se tem, naturalmente, uma situação
acústica elevada, será obrigatória também a instalação de
avisadores visuais, quando houver a exigência do sistema de
detecção ou de alarme.
5.14 Quando houver exigência de sistema de detecção para
uma edificação, será obrigatória a instalação de detectores
nos entre forros e entrepisos (pisos falsos) que contenham
instalações com materiais combustíveis.
5.15 Os elementos de proteção contra calor que contenham
a fiação do sistema devem atender a IT 41 – Inspeção visual
em instalações elétricas de baixa tensão.
5.16 Os eletrodutos e a fiação devem atender à NBR 17240.
5.16.1 Os eletrodutos utilizados para condutores de detecção
e alarme de incêndio podem ser usados para condutores de
iluminação de emergência ou de comunicação, conforme a
NBR 5410, contanto que as tensões de alimentação estejam
abaixo de 30 Vcc e todos os circuitos devidamente protegidos
contra curto circuitos (cabo blindado ou conversor de tensão).
5.17 Os acionadores manuais instalados na edificação devem obrigatoriamente conter a indicação de funcionamento
(cor verde) e alarme (cor vermelha) indicando o funcionamento e supervisão do sistema, quando a central do sistema for
do tipo convencional. Quando a central for do tipo inteligente
pode ser dispensada a presença dos leds nos acionadores,
desde que haja na central uma supervisão constante e periódica dos equipamentos periféricos (acionadores manuais,
indicadores sonoros, detectores etc.), sendo que, quando a
central possuir o sistema de pré-alarme (conforme item 5.6.1),
obrigatoriamente deverá ter o led de alarme nos acionadores,
indicando que o sistema foi acionado.
5.18 Nas centrais de detecção e alarme é obrigatório conter
um painel/esquema ilustrativo indicando a localização com
identificação dos acionadores manuais ou detectores dispostos na área da edificação, respeitadas as características técnicas da central. Esse painel pode ser substituído por um
display da central que indique a localização do acionamento.
5.19 Em locais de ocupação de indústria e depósito com alto
risco de propagação de incêndio, podem ser acrescentados
sistemas complementares de confirmação de indicação de
alarme, tais como interfone, rede rádio etc., devidamente
sinalizados.
5.20 A colocação de leds de alto brilho, para aviso visual
sobre as saídas de emergência pode ser acrescentada à
execução do sistema de alarme e detecção, nos locais onde a
produção de fumaça seja esperada em grande quantidade.
5.21 Em edifícios residenciais, com mais de uma torre, a
setorização do sistema de alarme constante na nota 3 da
Tabela 6A do Decreto nº 63.911/18, refere-se a inexigência da
central no hall dos térreos das torres de apartamentos, desde
que cada torre e seus respectivos acionadores de alarme,
estejam ligados à uma única central que deve ficar na portaria
da própria edificação com vigilância 24 horas, e tenha fonte
autônoma com duração mínima de 60 minutos.
5.22 A central deve ser localizada em áreas de fácil acesso,
salas de controle, salas de segurança, portaria principal ou
entrada de edifícios. Na ausência de vigilância permanente
após o período de ocupação da edificação, recomenda-se
que a central tenha monitoramento local ou remotamente.
5.23 Em locais em que a altura da cobertura do prédio prejudique a sensibilidade ou desempenho dos detectores, bem
como naqueles pontos em que não se recomenda o uso de
detectores sobre equipamentos, devem ser usados detectores
com tecnologias que atuem pelo princípio de detecção linear.
5.24 Quando houver edificações ou áreas protegidas por
subcentral, esta deverá estar interligada à central supervisionadora, emitindo sinal simultâneo de alarme, podendo o alarme geral ser soado somente na edificação ou área protegida
pela subcentral, mas emitindo sinal de pré-alarme para a
central. O alarme geral para toda a edificação será soado
caso, em 2 minutos, não sejam tomadas medidas de ação
junto à central supervisionadora.
5.25 A utilização do sistema de detecção e alarme contra
incêndio com tecnologia sem fio deve atender aos objetivos e
desempenho da Norma Brasileira ou Internacional apresentando os atestados conforme Anexo A e B desta instrução
técnica.
5.26 Os requisitos da Parte 25 da NBR ISO 7240 (Componentes utilizando meios de transmissão por rádio) devem ser
aplicados, juntamente com os requisitos da parte relevante da
ISO 7240, onde o componente de transmissão por meio de
rádio frequência tenha a mesma função que o componente
coberto por aquela parte e quando não especificado em contrário nesta parte da NBR ISO 7240. Por exemplo, um componente com um meio de transmissão por rádio frequência
tendo a função de detector de calor deve estar em conformidade com a NBR ISO 7240-5 e um componente que tem a
função de um acionador manual deve cumprir com a NBR
ISO 7240-11.
5.27 Para os meios de transmissão por rádio frequência,
deve-se ter imunidade à atenuação do local (degradação do
sinal de rádio frequência), ou seja, o fabricante deve fornecer
meios, seja no componente em si ou por meio de configuração do sistema, para garantir que uma atenuação local, que
pode ser causada por influências de diversas razões, não
possa afetar adversamente o meio de transmissão por rádio
frequência de forma que a comunicação entre os componentes não seja possível.
5.28 O fabricante deve fornecer documentação necessária
e/ou meios de avaliação que permitam uma comprovação da
completa funcionalidade do componente.
5.29 Os componentes do sistema devem usar um protocolo
de comunicação no meio de transmissão para garantir que
nenhuma mensagem de alarme seja perdida.
5.30 Cada componente que utilizar um meio de transmissão
por rádio frequência deve ser identificado por um código de
identificação individual, como parte de um sistema de detecção e alarme de incêndio específico. O fabricante deve fornecer meios para assegurar que um componente que utiliza um
meio de transmissão por rádio frequência não seja aceito por
outros sistemas de detecção e alarme de incêndio.
5.31 O fabricante do receptor deve fornecer um relatório de
um laboratório de ensaios para demonstrar que são cumpridos os requisitos para o desempenho do receptor, conforme
NBR ISO 7240-25.
5.32 Ensaios devem ser realizados para determinar o nível
de imunidade à interferência para as fontes com relação a
influências de rádio a partir do sistema de detecção e alarme
de incêndio e para influências de rádio a partir de outros usuários do espectro.
5.33 Para dois ou mais sistemas tecnicamente similares do
mesmo fabricante, operando dentro da mesma faixa de rádio,
os meios de transmissão por rádio frequência não podem se
impedir mutuamente. O fabricante deve especificar os meios
de comprovação, que devem ser adequados para assegurar a
disponibilidade de todas as partes do sistema em todas as
configurações esperadas do sistema.
5.34 Quando o equipamento de outros usuários estiver operando nos limites máximos permitidos (por exemplo, energia,
largura de faixa e ciclo de trabalho) na mesma banda ou subbanda de rádio frequência, a interferência de rádio frequência
não pode impedir a transmissão do sinal.
5.35 A aplicação de um dos sinais de interferência de rádio
frequência, com relação a compatibilidade com outros usuários de banda, para um dos receptores do sistema de detecção e alarme de incêndio não pode causar uma condição de
alarme ou uma condição de aviso de falha no equipamento de
controle e de indicação.
5.36 A perda da capacidade do sistema de transmitir uma
mensagem de qualquer componente com um meio de transmissão por rádio frequência para o Equipamento de Controle
e Indicação dentro de períodos especificados na NBR ISO
7240-2 deve ser reconhecida em menos de 300 s e deve ser
indicada em menos de 100s.
5.37 A antena ou o seu cabo deve ser removível somente por
meio da abertura do invólucro do componente ou utilizando-se
ferramentas especiais fornecidas pelo fabricante.
5.38 Qualquer componente deve ser concebido de tal forma
que a remoção da sua base e/ou de seu ponto de instalação
seja detectado e indicado como uma falha.
5.39 Os componentes que dependam de controle por software a fim de cumprir os requisitos desta parte da NBR ISO
7240 devem estar de acordo com a Parte pertinente da ISO.
5.40 Para a fonte de alimentação, os componentes devem
ser alimentados por uma fonte de energia autônoma, por
exemplo, uma bateria primária; ou uma fonte de alimentação
em conformidade com a NBR ISO 7240-4. Todos os componentes alimentados por fonte de energia autônoma devem
estar contidos no invólucro do componente. O fabricante deve
declarar o tipo da fonte de energia autônoma e seu ciclo de
vida em serviço para o componente em operação normal.
5.41 Todos os componentes alimentados por uma fonte de
energia autônoma devem ser capazes de transmitir um sinal
de falha (baixa potência) antes da fonte de alimentação falhar.
5.42 A perda da fonte de energia deve ser indicada como um
sinal de falha do ponto de acordo com a NBR ISO 7240-2.
Onde várias fontes de energia forem utilizadas para diferentes
funções dentro de um componente, o sinal de falha deve ser
dado para cada fonte de energia.
5.43 O componente deve ser projetado para tornar a inversão
de polaridade impossível ou, se não, a polaridade das conexões para a fonte de energia deve ser identificável e a inversão da polaridade não pode danificar o componente.
5.44 Os componentes devem ser submetidos aos ensaios de
condição do ambiente definidos na parte pertinente da NBR
ISO 7240. Os ensaios funcionais da parte do rádio do componente, antes e depois da preparação do ambiente, devem ser
conduzidos de acordo com a parte 25 da NBR ISO 7240.
5.45 O fabricante deve preparar a documentação para avaliar
a compatibilidade nas configurações especificadas. Esta
documentação deve incluir no mínimo a lista dos componentes relevantes do sistema de detecção e alarme de incêndio,
a qual deve definir para cada componente as funções (uma
parte desta definição deve incluir uma descrição do software e
do hardware) e a informação técnica para cada componente a
fim de facilitar a comprovação da compatibilidade de cada
subsistema dentro do sistema global em rede; relatórios de
ensaios relativos a conformidade dos componentes, com
indicação da parte pertinente da NBR ISO 7240; características do meio de transmissão por rádio frequência entre cada
componente e o equipamento de controle e de indicação; a
forma como os requisitos de identificação dos componentes
são satisfeitos e; limites de utilização e limites funcionais do
sistema, por exemplo, configuração, o número de componentes que são capazes de comunicar com uma estação base.
6 COMISSIONAMENTO
6.1 Todos os sistemas instalados devem ser comissionados.
Para o comissionamento dos sistemas de detecção e alarme
de incêndio, devem ser efetuados no mínimo os procedimentos dos subitens abaixo para a verificação das condições de
funcionamento e sinalização de 100% dos equipamentos.
6.1.1 Verificação da documentação técnica do sistema (manuais, desenhos de instalação, diagrama de interligação etc.,
conforme conteúdo do projeto executivo, atualizados de acordo com a montagem final).
6.1.2 O detector térmico e termovelocimétrico deve ser ensaiado por meio do uso de gerador de ar quente, que produza, próximo ao detector, uma temperatura 10% superior à
nominal do detector, devendo este operar em no máximo 90s.
6.1.3 O detector de fumaça deve ser ensaiado, utilizando-se
um dispositivo de acionamento adequado ou injetando-se o
gás de ensaio apropriado dentro da câmara de detectores
pontuais de fumaça. O sinal de alarme na central deve atuar
em no máximo 30 s. No caso de detectores com retardo no
sinal de alarme, este deve atuar em no máximo 60 s. Na
impossibilidade de execução dos ensaios com o equipamento
de injeção de gás, estes podem ser realizados produzindo-se
fumaça por meio de combustão de materiais semelhantes aos
existentes no ambiente protegido. Quaisquer ensaios de
combustão devem ser realizados sob autorização e responsabilidade do cliente, pois envolve risco de acidente e ocorrerá deposição de resíduos de combustão nos detectores de
fumaça e equipamentos do local.
6.1.4 Os acionadores manuais devem ser ativados adequadamente, e deve ser garantido que a central seja ativada no
máximo em 15 s, indicando corretamente o local ou a linha
em alarme.
6.1.5 Para os circuitos elétricos devem ser executados ensaios de circuito aberto, fuga a terra e curto-circuito, em pontos aleatórios de cada um dos circuitos de detecção. O ensaio
de circuito aberto consiste em desconectar um dos fios de
cada tipo de equipamento existente no circuito ensaiado ou
retirar o detector pontual de sua base. O ensaio de curtocircuito deve ser efetuado conectando-se condutores de cada
circuito entre si. O ensaio de fuga a terra consiste em conectar cada condutor do circuito de detecção ao aterramento do
sistema. Estes eventos devem ser sinalizados na central, no
máximo em 2 min.
6.1.6 Para o avisador e indicador devem ser executados dois
ensaios em cada dispositivo, sendo um de atuação e outro de
audibilidade e visibilidade. O ensaio de atuação em todos os
avisadores deve ser efetuado, fazendo-se operar um detector
ou acionador manual correspondente ao circuito do avisador
ensaiado, que deve atuar dentro de 30s. Os avisadores temporizados pela central devem atuar automaticamente no tempo especificado. O ensaio de audibilidade consiste em verificar se o avisador sonoro é perfeitamente audível em qualquer ponto do ambiente no qual está instalado, apesar do
nível de ruído do local nas condições normais de trabalho. O
ensaio de visibilidade consiste em verificar sua operação na
distância mínima frontal de 15 m de qualquer avisador. Esta
verificação deve ser realizada na pior situação, considerandose a luz natural e artificial do ambiente.
6.1.7 O ensaio da central objetiva a verificação de funcionamento de cada uma das funções desta e dos circuitos de
detecção, alarme e comandos a ela interligados. Nos casos
de sistemas com subcentrais controlando vários prédios independentes, os ensaios de funcionamento dos subsistemas
devem ser executados com cada subcentral funcionando
independentemente da central supervisora; deve ser verificada a comunicação entre as subcentrais e a central supervisora; um curto-circuito ou uma interrupção nos fios de interligação deve ser indicado na central e repetido no painel repetidor
e/ou painel sinóptico. Verificar que o gabinete da central está
apropriado ao lugar em que foi instalado. Verificação da acessibilidade para a operação e manutenção, mantendo uma
área livre mínima de 1 m² em frente à central. Verificação de
que cada módulo, borne de ligação, circuito ou fusível são
identificados adequadamente e de que os pontos alimentados
com 115/230 Vca estão devidamente sinalizados e protegidos
contra toque acidental. Verificação da sinalização-padrão:
vermelha para alarme, amarela para falha, verde para funcionamento. Verificação de que a alteração de um estado de
funcionamento para outro é acompanhada por um aviso sonoro, com sons distintos para falha e alarme. A central deve
possuir tecla para inibir o aviso sonoro manualmente, mas, a
cada novo evento, reativar o alerta sonoro automaticamente.
O som de alarme tem prioridade sobre o som de falha e muda
o tom, no caso do alarme ser recebido durante uma falha
anunciada. Verificação de que todos os alarmes são memorizados na central e a indicação do alarme somente é eliminada com a correção do elemento em alarme e reset da central.
Verificação de que todas as indicações de falha na central
somente são eliminadas com a correção do evento de falha.
Verificação das seguintes sinalizações de falha: 1) falha na
alimentação primária; 2) falha na ligação da bateria ou sistema de alimentação de emergência; 3) baixa isolação ou fuga
a terra. Verificação de que dentro da central ou na parede
perto dela existe a informação de como operar a central, em
caso de alarme ou falha, em português. Verificação das informações de identificação do fabricante e fornecedor. Com a
fonte de alimentação principal, energizar o circuito de maior
consumo de corrente por 10 min, estando a fonte de emergência ou bateria do sistema desconectada. A fonte principal
não pode apresentar nenhuma falha neste período, nem tensão de saída abaixo de 24 Vcc ou acima de 32 Vcc. Verificar
os dados técnicos da fonte de emergência ou bateria, de
acordo com a planilha de cálculo da bateria.
6.1.8 Tempo de resposta de sinalização. O ensaio de atuação deve ser efetuado fazendo-se entrar em condição de
alarme um detector ou acionador manual correspondente ao
circuito do comando em ensaio, devendo este atuar dentro de
30 s. Os comandos temporizados pela central devem atuar
automaticamente no tempo especificado. O ensaio de falha
deve ser efetuado colocando-se qualquer elemento do sistema em condição de falha, verificando a sua sinalização em
um tempo máximo de 2 min.
6.1.9 Painel repetidor e/ou sinóptico deve ser ensaiado em
conjunto com a central, sendo verificadas todas as sinalizações previstas no projeto executivo.
6.1.10 O comissionamento de sistemas com detectores deve
atender ao seguinte: verificar em campo se todos os detectores estão firmementeT montados e corretamente posicionados conforme o projeto; verificar a existência de objetos que
possam bloquear a visão dos detectores e confirmar se eles
foram previstos em projeto; verificar a ligação, alimentação e
configuração dos detectores e respectivo sistema de controle
e alarme.
6.1.11 Após conclusão satisfatória do comissionamento,
devem ser emitidos certificados de entrega de obra e aceitação do sistema com termo de garantia. Esses documentos
devem ser assinados pelo instalador e pelo cliente ou seu
representante. O fornecedor deve dispor de todos os equipamentos, instrumentos, pessoal técnico capacitado e demais
meios necessários. O resultado dos ensaios de comissionamento deve ser registrado e assinado pelo instalador, fazendo
parte da documentação final de entrega do sistema.
6.2 Deverá entregar no ato da vistoria do Corpo de Bombeiros Militar, o Relatório de comissionamento/inspeção (Anexo
A), contendo os procedimentos de verificação e, caso haja
utilização de sistema com tecnologia wireless, apresentar
também o Anexo B.
7 MANUTENÇÃO
7.1 A manutenção preventiva e corretiva dos sistemas de
detecção e alarme de incêndio deve ser realizada por técnicos habilitados e treinados.
7.2 O relatório de manutenção periódica, estabelecido pela
NBR 17240, deve permanecer disponível na edificação para
verificação no ato da vistoria.
ANEXO A
Relatório de Comissionamento e Inspeção Periódica do Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio
Classificação (uso) da edificação: Idade do imóvel:
Endereço: Bairro:
Cidade: CEP:
Pessoa de contato: Fone:
O responsável pelo fornecimento deste atestado deve preencher todos os campos da tabela a seguir:
“C” = CONFORME / “NA” = NÃO APLICÁVEL
Item da
IT-19 Requisitos C NA OBSERVAÇÃO
6.1.1
Verificação da documentação técnica do sistema (manuais, desenhos de instalação, diagrama de interligação etc., conforme conteúdo do projeto executivo, atualizados de acordo
com a montagem final).
6.1.2
O detector térmico e termovelocimétrico foi ensaiado através do uso de gerador de ar quente, que produza, próximo ao detector, uma temperatura 10% superior à nominal do detector,
devendo este operar em no máximo 90s.
6.1.3
O detector de fumaça foi ensaiado utilizando-se de um dispositivo de acionamento adequado ou injetando-se o gás de ensaio apropriado dentro da câmara de detectores pontuais de
fumaça. Na impossibilidade de execução dos ensaios com o equipamento de injeção de
gás, foram realizados produzindo-se fumaça através da combustão de materiais semelhantes aos existentes no ambiente protegido.
6.1.4 Os acionadores manuais foram ativados adequadamente, e garantiu a ativação da central
em no máximo 15 s, indicando corretamente o local ou a linha em alarme.
6.1.5 Para os circuitos elétricos foram executados ensaios de circuito aberto, fuga a terra e curtocircuito, em pontos aleatórios de cada um dos circuitos de detecção.
6.1.6 Para o avisador e indicador foram executados dois ensaios em cada dispositivo, sendo um
de atuação e outro de audibilidade e visibilidade.
6.1.7 O ensaio da central verificou o funcionamento de cada uma das funções desta e dos circuitos de detecção, alarme e comandos a ela interligados.
6.1.8
O tempo de resposta de sinalização no ensaio de atuação foi efetuado fazendo-se entrar
em condição de alarme um detector ou acionador manual correspondente ao circuito do
comando em ensaio, atuando dentro de 30 s.
6.1.9 O painel repetidor e/ou sinóptico foi ensaiado em conjunto com a central, sendo verificadas
todas as sinalizações previstas no projeto executivo.
6.1.10
Os sistemas com detectores de chama estão todos firmemente montados e corretamente
posicionados conforme o projeto; Verificou-se a existência ou não de objetos que poderiam
bloquear a visão dos detectores de chama e confirmada a sua previsão em projeto; verificou-se a ligação, alimentação e configuração dos detectores de chama e respectivo
sistema de controle e alarme.
6.1.11
Após conclusão do comissionamento foram emitidos certificados de entrega de obra e
aceitação do sistema com termo de garantia. Os documentos foram assinados pelo instalador e pelo cliente ou seu representante.
Obs.:
Avaliação geral do sistema de detecção e alarme de incêndio:
Atesto, nesta data, que o sistema de detecção e alarme de incêndio da edificação foi inspecionado e verificadas as condições de funcionamento e
sinalização de 100% dos equipamentos, conforme as prescrições da NBR 17240 e IT 19, e encontra-se em conformidade, estando o proprietário
e/ou responsável pelo uso ciente das responsabilidades de manutenção e utilização adequada do sistema.
Data da inspeção: (Assinatura)
Responsável técnico: ____________________________________________________________________
Proprietário/Responsável pelo uso
Título Profissional:
Comprovante de responsabilidade técnica Nº
ANEXO B
Relatório de comissionamento/inspeção do sistema de detecção e alarme de incêndio – Wireless
Item da
IT 19 Requisito C N A
5.27 Os meios de transmissão por rádio frequência tem imunidade à atenuação do local
5.28
O fabricante forneceu documentação necessária e/ou meios de avaliação que
permitiram uma comprovação da completa funcionalidade dos componentes
5.29
Os componentes do sistema usam um protocolo de comunicação no meio de
transmissão para garantir que nenhuma mensagem de alarme seja perdida
5.30
Cada componente que utiliza um meio de transmissão por rádio frequência é identificado
por um código de identificação individual, como parte de um sistema de detecção e
alarme de incêndio específico. O fabricante forneceu meios para assegurar que um
componente que utiliza um meio de transmissão por RF não é aceito por outros
sistemas de detecção e alarme de incêndio
5.31
O fabricante do receptor forneceu um relatório de um laboratório de ensaios para
demonstrar que são cumpridos os requisitos para o desempenho do receptor, conforme
NBR ISO 7240-25
5.32
Ensaios foram realizados para determinar o nível de imunidade à interferência para as
fontes com relação a influências de rádio a partir do sistema de detecção e alarme de
incêndio e para influências de rádio a partir de outros usuários do espectro
5.33 Não há distúrbio mútuo entre sistemas do mesmo fabricante
5.34,5.35 Compatibilidade com outros usuários da banda
5.36 Detecção de perda de comunicação do meio de comunicação de rádio frequência
5.37
A antena o u o seu cabo deve ser removível somente por meio da abertura do invólucro
do componente ou utilizando-se ferramentas especiais fornecidas pelo fabricante
5.38
Qualquer componente está concebido de tal forma que a remoção da sua base e/ou de
seu ponto de instalação seja detectado e indicado como uma falha
5.39
Os componentes que dependam de controle por software a fim de cumprir o s requisitos
desta parte da NBR ISO 7240 devem estar de acordo com a Parte pertinente da ISO
5.40
5.41
5.42
5.43
A fonte de alimentação atende as normas pertinentes (NBR ISO 7240-2; NBR ISO 7240-
4; NBR ISO 7240-25)
5.44
Os componentes foram submetidos aos ensaios de condição do ambiente definidos na
parte pertinente da NBR ISO 7240. Os ensaios funcionais da parte do rádio do
componente, antes e depois da preparação do ambiente, devem ser conduzidos de
acordo com a parte 25 da NBR ISO 7240
5.45
O fabricante preparou a documentação e foi avaliada a compatibilidade nas
configurações especificadas. Esta documentação deve incluir no mínimo a lista dos
componentes relevantes do sistema de detecção e alarme de incêndio, a qual deve
definir para cada componente as funções (uma parte desta definição deve incluir uma
descrição do software e do hardware) e a informação técnica para cada componente a
fim de facilitar a comprovação da compatibilidade de cada subsistema dentro do sistema
global em rede; relatórios de ensaios relativos a conformidade dos componentes, com
indicação da parte pertinente da NBR ISO 7240; características do meio de transmissão
por rádio frequência entre cada componente e o equipamento de controle e de indicação;
a forma como o s requisitos de identificação dos componentes são satisfeitos e; limites
de utilização e limites funcionais do sistema
Pessoa de contato:
Bairro:
CEP:
Classificação (uso) da edificação:
Endereço:
Cidade:
Nome:
Proprietário ou responsável pelo uso
Fone: ( )
OBSERVAÇÃO
O responsável pelo fornecimento deste atestado deve preencher todos os campos da tabela a seguir:
“C” = CONFORME / “NA” = NÃO APLICÁVEL
Idade do imóvel:
CREA Nº:
Avaliação geral da instalação do sistema de detecção e alarme de incêndio:
Atesto, nesta data, que o sistema de detecção e alarme de incêndio da edificação foi inspecionado e verificadas as condições de
funcionamento e sinalização de 100% dos equipamentos, conforme as prescrições da NBR 17240; partes da NBR ISO 7240; ISO 7240 e
IT 19, e encontra-se em conformidade, estando o proprietário e/ou responsável pelo uso ciente das responsabilidades de
manutenção e utilização adequada do sistema.
Data da inspeção:
Eng. Resp:
Título profissional:

Sistema de detecção e alarme de incêndio Bombeiros São Paulo PDF